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Chocolate daqui.
A Kaê nasceu na Bahia, do encontro com o cacau e de uma ideia bastante simples de explicar — e bem mais difícil de realizar: fazer o melhor chocolate que a gente conseguir fazer.
Foi conhecendo fazendas de cacau, estudando variedades, fermentações e maneiras de transformar aquelas amêndoas em chocolate que começamos a fazer nossas primeiras barras, ainda em pequena escala. Desde o início, escolhemos fazer todo o processo, do grão à barra, para ter controle sobre cada etapa e, principalmente, sobre o sabor.
Mas havia uma segunda ideia tão importante quanto a primeira: se o nosso chocolate nasce no Brasil, queremos que ele tenha gosto de Brasil.
Por isso, além do cacau da Bahia, foram entrando nas barras ingredientes e sabores que fazem parte daqui: cupuaçu, cumaru, café, milho, açaí, castanha de caju e tantos outros. Ingredientes de diferentes cantos do país transformados em chocolate sem tentar parecer suíço, belga ou francês.
A Kaê é brasileira. E é justamente essa mistura que queremos levar para o mundo.
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Do grão à barra.
Bean to bar é o termo internacional usado para o chocolate produzido “do grão à barra”. E é exatamente isso que a gente faz.
Em vez de comprar o chocolate pronto para depois derreter, misturar ingredientes e criar uma nova barra, começamos pelo próprio cacau. Escolhemos as amêndoas e fazemos, na nossa fábrica, todo o processo que transforma aquele grão em chocolate.
O cacau é torrado, quebrado e separado da casca. Depois vem a moagem, que transforma os nibs em uma massa de cacau, seguida pelo refino e pela conchagem, quando trabalhamos textura, aromas e sabores. Por fim, o chocolate é temperado, moldado e ganha a forma da barra que chega até você.
Fazer chocolate assim dá mais trabalho. Mas também nos dá algo fundamental: controle sobre o sabor em cada etapa.
Cada cacau é diferente. A origem, a variedade, a fermentação e a torra mudam completamente o resultado. Para a Kaê, fazer bean to bar é justamente descobrir o que cada cacau tem de melhor e decidir como queremos que isso apareça no chocolate.
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Do Brasil para o mundo.
Quando começamos a Kaê com a ideia de buscar fazer o melhor chocolate que conseguíssemos, isso parecia apenas uma ambição nossa. Alguns anos depois, nossos chocolates começaram a ser reconhecidos nas três mais importantes premiações internacionais do universo do chocolate: International Chocolate Awards, Academy of Chocolate e AVPA.
Desde 2022, foram 13 prêmios internacionais, conquistados em Nova Iorque, Londres e Paris.
São chocolates feitos com cacau brasileiro e sabores como cupuaçu, cumaru, café, milho e castanhas sendo avaliados e premiados ao lado de alguns dos melhores chocolates do mundo.
Mais do que as medalhas, é isso que nos deixa orgulhosos: ver ingredientes, sabores e ideias brasileiras ganhando o mundo.
2022
International Chocolate Awards
Prata — 64% com Cupuaçu
2023
Academy of Chocolate
Bronze — 64% com Cupuaçu
Bronze — Branco 37% com Nibs
2024
Academy of Chocolate
Ouro — 55% com Cumaru
Prata — 64% com Cupuaçu
International Chocolate Awards
Prata — Intenso 71%
Prata — Caipira 37%
Bronze — 64% com Cupuaçu
Bronze — 55% com Cumaru
2026
AVPA
Ouro — Caipira 37%
Prata — 64% com Castanha e Flor de Sal
Bronze — Cafezinho 64%
Bronze — 64% com Cupuaçu
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Por trás da Kaê.
Meu nome é Jorge Klotz. Sempre fui apaixonado por chocolate, mas foi na Bahia que essa paixão virou outra coisa.
Foi lá, depois de conhecer Gleicimara e construir minha vida com ela, que conheci o cacau de perto. Comecei a visitar fazendas, conversar com produtores, estudar variedades, fermentações e torra. Queria entender como aquele fruto se transformava no chocolate que eu sempre tinha amado. Vieram um pequeno moinho, muitas experiências e, depois, a Kaê.
Eu e Gleici tivemos dois filhos, Otto e Lia. Em 2022, Gleici morreu durante o nascimento da Lia.
Naquele momento, fechei a Kaê. Deixei a Bahia e fui para Varginha, cidade da família dela, para ter apoio e cuidar de duas crianças ainda muito pequenas. Em meio ao luto e a uma vida que tinha mudado completamente, decidi que não faria mais chocolate.
Até que chegou um e-mail.
Um chocolate da Kaê tinha acabado de conquistar uma medalha de prata no International Chocolate Awards, em Nova Iorque. Era o nosso primeiro prêmio internacional — e ganhar um prêmio como aquele tinha sido um dos meus grandes sonhos desde que comecei a fazer chocolate.
Foi difícil ignorar o que aquilo significava justamente naquele momento.
Decidi começar de novo. Reabri a Kaê, desta vez em Varginha, e voltei a fazer chocolate.
Hoje continuo cuidando dos meus dois filhos e da Kaê. E continuo fazendo o que começou lá atrás, na Bahia: tentando fazer chocolates cada vez melhores e mostrando, através deles, um pouco dos sabores do Brasil.
